O advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa, investigado pela Polícia Civil na apuração da morte do filho, Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, já esteve envolvido em outro caso de grande repercussão no Tocantins. Em outubro de 2023, ele foi afastado da presidência do Tribunal de Ética da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Tocantins (OAB-TO), após ser denunciado por ameaçar a ex-companheira.
Na época, a mulher registrou dois boletins de ocorrência e conseguiu uma medida protetiva concedida pela Justiça. Segundo o relato apresentado à polícia, as ameaças começaram após uma discussão envolvendo o filho do casal, que tinha oito meses. Conforme a denúncia, Igor Gustavo queria que a criança dormisse com ele, mas a mãe recusou o pedido por ainda estar amamentando o bebê.
Entre as provas anexadas ao procedimento estavam áudios atribuídos ao advogado. Em uma das gravações divulgadas na época, ele afirma: “Sua sorte é que você estava com o menino no colo e tinha muita gente passando na rua. Não vai ter próxima, mas se tiver você não escapa porque eu te meto uma bala na cara.”
Além das ameaças, a mulher relatou que o portão de sua residência foi destruído durante a madrugada seguinte. No segundo boletim de ocorrência, ela apontou o então ex-companheiro como responsável pelo arrombamento.
Diante das denúncias, a Justiça determinou que Igor Gustavo mantivesse distância mínima de 200 metros da ex-companheira e proibiu qualquer contato por telefone, mensagens ou redes sociais.
Pouco depois, a OAB Tocantins anunciou o afastamento de Igor Gustavo da presidência do Tribunal de Ética. Na ocasião, a entidade informou que o advogado Anderson Mendes de Souza assumiria o cargo e reafirmou seu compromisso com a valorização dos direitos das mulheres e o combate à violência contra a mulher.
Em nota divulgada à época, Igor Gustavo contestou o afastamento. Ele afirmou que a decisão deveria ter sido tomada pelo Conselho da Ordem e alegou que não teve oportunidade de apresentar sua defesa antes da medida. Apesar das críticas, declarou que não buscaria retornar ao cargo.
Nova investigação
Agora, quase três anos depois, Igor Gustavo Veloso de Sousa voltou a ser alvo de investigação policial após a morte do filho, Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos.
A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias da morte da criança, encontrada sem vida na manhã de segunda-feira (3), em uma residência na região norte de Palmas.
Segundo o delegado Eduardo Menezes, os primeiros levantamentos apontaram indícios de violência no corpo do menino. Os laudos periciais deverão esclarecer se a morte foi causada por um acidente ou se houve um homicídio.
A defesa do advogado informou que a criança sofreu um aparente afogamento na piscina da residência no domingo (2). Conforme a versão apresentada, o pai retirou o menino da água, prestou os primeiros socorros e ele voltou a reagir. Em seguida, Gustavo recebeu um banho e foi colocado para descansar.
Ainda de acordo com a defesa, na manhã seguinte o advogado percebeu que o filho não apresentava sinais vitais. Igor Gustavo teria procurado espontaneamente a Polícia Civil, comunicado a morte, prestado esclarecimentos e permanecido à disposição das investigações.
Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Tocantins (OAB-TO) informou que acompanha o caso e aguarda a conclusão das investigações pelas autoridades competentes.
Por: Redação.
